Blog do Franqui


 

Prata que vale ouro

Foto: Cleber Pinto/Jornal do Povo


Com uma equipe praticamente "caseira", ASAF conquistou
o bicampeonato da Série Prata do Estadual de Futsal


O leitor que apressadamente analisar o título deste texto, vai logo pensar tratar-se da valorização da conquista obtida pela ASAF no último sábado, quando se sagrou bicampeã da Série Prata do Campeonato Estadual de Futsal ao derrotar a ACA, em Cachoeira do Sul, além de ter a vaga garantida na Série Ouro de 2013. Valorização esta mais do que justa, pois é digno de muitos elogios o abnegado trabalho desenvolvido pela diretoria, comissão técnica e jogadores do clube santo-angelense.

Mas prefiro me deter em outro importante detalhe. A verdadeira fábrica de jogadores de futsal que é Santo Ângelo. Sei que, ao não citar muitos nomes (apenas por esquecimento, eis que resido em Cerro Largo), possa haver alguma injustiça. Sem citar alguns, porém, fica difícil de mostrar o quanto é grande o número de salonistas revelados pela capital missioneira.

No princípio da década de 80, as equipes de Santo Ângelo eram destaque no antigo Campeonato Estadual de Futebol de Salão, numa época em que a dupla GreNal mantinha times nessa modalidade. Em 1982 o Tamoyo chegou às finais do Estadual. No ano seguinte, o Olympia foi vice-campeão gaúcho. E depois foi campeão, em 1985, na histórica final com o Tamoyo, quando a capital missioneira foi também a capital do futebol de salão do Rio Grande do Sul. Na ocasião a equipe do Tamoyo contou com Pilau, Pingo, João, Lückemeyer e Nader; Odil, Osmar, Gilmar, Bozó, Carlos Alberto, Paulinho, Paulo Ferraz, Ade e Barreiro. Já o Olympia teve Boligon, Marqueta, Luizão, Lico e Manoel; Flores, Hulk, Batata, Canhoto, Nonho, Laudir, Maninho e Pedrinho.


Nos anos 90, outra geração de atletas disputou as competições estaduais por várias equipes da região. Posso citar alguns, que vi em quadra, como Celito, Batata, Ale, Jaques, Alessandro e Verdinho, entre tantos. E não posso deixar de citar o time do “Depois das Sete”, que também disputou certames oficiais.

A partir de 2002, com o vice-campeonato do Estadual de Futsal da Série Bronze pela ASAF/AABB, Santo Ângelo voltou a figurar com mais frequência no topo das competições de futsal em nível estadual.

A ASAF conquistaria o título da Série Prata em 2004, diante da URI/Santiago, com vários jogadores prata-da-casa, como Guto, Kiko, Zalamena, Maurício, Vinícius e None, só para citar alguns.

Em 2008 foi a vez do Laboratório Tiarajú/Improvizo vencer a Série Prata, sob o comando do técnico Batata, e novamente a base da equipe era formada pelos jogadores “da casa”, que superaram na decisão a Noiva do Mar, de Rio Grande.

A mais recente façanha da ASAF, o bicampeonato da Série Prata, foi obtida com um grupo quase que completamente prata-da-casa, que atesta o excelente trabalho que se faz na formação de jogadores. Márcio, Kiko, Rudiero, Tiaguinho, Fabinho, Marcelinho, Korb, Rob, Gugu, Juliano, Júnior, Chaves, Dailon, Felipe, Jair, Luan, Paz, Maicon, Maurício e Wyllian formaram o plantel campeão, que teve como técnico Raul Sawitzki. A grande maioria nascida em Santo Ângelo. Outros tantos que escolheram a cidade para fincar raízes, como Márcio, Tiaguinho e Marcelinho. “Estrangeiros” mesmo, mas já perfeitamente adaptados à vida local, apenas Juliano (de Cerro Largo) e Gugu (de Tupanciretã).

E uma nova safra de jogadores vem aí. A equipe sub-15 da ASAF, comandada pelo técnico Fabinho, está garantida no quadrangular final do Estadual da categoria, que acontece dias 17 e 18 de novembro em Porto Alegre, com a presença ainda da APA (Rio Grande), AGE (Guaporé) e UJR (Novo Hamburgo). O grupo conta com 14 jogadores e o time base é formado por Rafinha, Matheusinho, Carlos Eduardo, Matheus Edes e Gabriel. A renovação, com novos talentos, já está em andamento.

Realmente, a prata-da-casa de Santo Ângelo vale ouro.

Nota do Blog: Esse texto foi publicado na edição de hoje (6-11-2012) do Jornal das Missões (Santo Ângelo-RS), na página 15.

 



Escrito por omem_cabio às 08h14
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Dois cerro-larguenses na


final da Série Prata 2012


Dalvan Gottardo e Juliano Krentkoski (foto acima) estão na decisão da Série Prata 2012, e ajudaram seus times a subir para a Série Ouro 2013.

Dalvan joga na ACA (Cachoeira do S
ul), que no sábado (20) eliminou na semifinal a equipe da ACAF (Cruz Alta), após vitória de 4x3 no tempo normal (com dois gols de Dalvan - eleito o melhor jogador da partida pela Rádio Vida) e outra vitória - de 3x0 - na prorrogação.

E Juliano atua na ASAF (Santo Ângelo), que na semifinal eliminou o União (Nova Prata), com vitória de 3x1 no tempo normal e 2x0 na prorrogação.

Agora ACA e ASAF - já classificados para a elite do salonismo gaúcho - irão decidir o título da Série Prata. O primeiro confronto será na capital missioneira, no próximo sábado (27), e a grande final da competição acontece em Cachoeira do Sul.

Parabéns a esses amigos, que estão representando muito bem Cerro Largo no Campeonato Estadual de Futsal.



Escrito por omem_cabio às 09h50
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UFC não é esporte!



As Artes Marciais Mistas (MMA) podem até ser consideradas modalidades esportivas. UFC (Ultimate Fighter Championship) não!

Assim como nunca considerei o boxe profissional um esporte (apenas o boxe olímpico). Pela simples razão de, em ambos os casos, UFC e boxe, os negócios serem mais importantes que a disputa esportiva propriamente dita.


Vamos fazer uma comparação. No judô, por exemplo, qualquer atleta poderá tornar-se um campeão apenas por méritos próprios. Bastará praticar o esporte, alistar-se numa Federação (qual a federação do UFC?), disputar as competições oficiais, somar os pontos necessários ao ranking mundial, disputar as competições internacionais e, por fim, obter vaga no Campeonato Mundial e nos Jogos Olímpicos, onde os melhores serão premiados com as respectivas medalhas de ouro, prata e bronze. Os melhores, naquela ocasião, serão os vencedores. Isso é esporte!

Você já ouviu falar de um judoca que foi "demitido" pelo presidente de sua Federação? Ele pode até perder um patrocínio e tal, mas sendo bem ranqueado, jamais poderá ser impedido de participar das competições oficiais (a não ser, logicamente, em países não-democráticos).

Pois é! No UFC o cara pode ser demitido, a qualquer momento, pelo chefão da entidade que organiza as lutas. Isso mesmo! Demissão!

E assim como no boxe, é muito subjetivo o critério que leva à escolha do adversário que enfrentará o atual campeão, não sendo respeitado um "ranking" e apenas as condições mais favoráveis à cada luta, como o local do confronto, por exemplo.

Não quero tirar o mérito do Junior Cigano (campeão dos pesos pesados do UFC), que fez a sua parte na madrugada do último domingo e obteve uma bela vitória (foto). Mas o adversário, Frank Mir, estava totalmente fora de forma. Com um minuto de luta, já sabíamos que apenas um lutador (Cigano) tinha condições de vencer o confronto.

Me pareceu que Mir foi um adversário muito a calhar para a primeira defesa de título do Jr. Cigano.

Cada vez mais, acho que o UFC está ficando parecido com o boxe. Não na luta em si, mas no sentido de que alguns confrontos são tão previsíveis, mais tão previsíveis, que até parece que os adversários são escolhidos "a dedo" para a ocasião.

E esse fenômeno, da perda da esportividade, também acontece no futebol. Na Europa muitos times não são mais propriedade de clubes, e sim de empresas. Alguns clubes tradicionais têm como "donos" algum bilionário russo ou árabe, ou mesmo um grupo de acionistas.

Que graça tem torcer pra um time, cujo objetivo é gerar lucro para alguém ou para alguma empresa?

No dia que o meu clube do coração for "vendido" para algum bilionário ou virar uma empresa S.A. (em que os acionistas irão mandar), deixo de torcer na hora. Pois neste momento o esporte acabou e tudo virou um grande negócio.

Como o boxe, como o UFC, como a Fórmula 1, e por aí vai...

 



Escrito por omem_cabio às 15h29
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E não é que Caio Jr. irá
mesmo 'pagar o pato'?


No dia 29 de janeiro, escrevi o seguinte neste blog: “Minha aposta, neste momento, é a seguinte: Caio Jr. não emplaca o segundo turno do Gauchão”.

Aliás, uma previsão um tanto óbvia.

O Grêmio errou ao contratá-lo, pois desde que seu nome foi anunciado, em dezembro, sempre entendi que ele não tinha o perfil para trabalhar como técnico do tricolor, apesar de ter tido uma bonita passagem como atacante do imortal.

Mais uma vez, a troca de treinador irá mascarar a verdadeira deficiência (crônica!) do Grêmio: falta de Gestão! Falta de Planejamento!

Estamos quase no final do primeiro turno do Gauchão, o  título mais palpável a ser conquistado, e a diretoria ainda está buscando reforços. Agora?

Desde setembro a direção sabia que o tricolor não tinha mais nada o que fazer no Campeonato Brasileiro. E deixou para reforçar a equipe em fevereiro, quase março?

Alguns, mais desavisados, irão me cobrar lembrando o grande número de “reforços” colocados à disposição de Caio Jr. Na boa, galera! Reforços de verdade só considero Marcelo Moreno e Kléber.

A zagueirada trazida (inclusive Sorondo, que foi um enorme equívoco) é mera aposta. Léo Gago e Marco Antônio, idem. E por aí vai...

Não tinha como o Grêmio jogar melhor tendo Marco Antônio e Marquinhos como armadores.

E gostando ou não, a saída de Douglas e Fábio Rochemback foi totalmente “desplanejada”, pois o setor ficou sem jogadores à altura para a reposição.

Trocando em miúdos. O Grêmio dificilmente ganha o Gauchão (e que se cuide para não levar uma goleada do rival na quarta-feira), e ficará na obrigação de conquistar algo depois (Copa do Brasil, Copa Sul-americana ou Campeonato Brasileiro – neste último o tricolor não tem qualidade para tanta ambição).

O ano poderá chegar ao fim (isso mesmo – estou projetando dezembro já no mês de fevereiro), novamente marcado pelo insucesso. E a direção incompetente irá alardear que em 2013 tudo será diferente, afinal o clube terá a nova Arena (sempre ela – a válvula de escape ao custo de uma fortuna).

Se a demissão de Caio Jr. for efetivada (até o momento que concluo esta postagem ele continuava técnico do tricolor), ela somente terá efeito se for acompanhada da demissão de Paulo Pelaipe, que está deixando muito a desejar em sua função.

E, outra coisa, um pedido ao presidente Paulo Odone... Deixe a direção do clube, ao final do seu mandato, e vá cuidar da sua carreira política. A sua atuação não vem sendo nada boa para o Grêmio Football Porto-Alegrense.

 

 



Escrito por omem_cabio às 11h13
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Desviando o
foco. De novo!




O presidente do Grêmio, deputado Paulo Odone [foto], como todo político sabe que muitas vezes é preciso criar "fatos novos", para desviar a atenção de alguma crise que esteja por estourar.

Pois parece que mais uma vez o projeto Arena esta sendo utilizado com esta finalidade.

Após o empate do tricolor diante dos reservas do colorado (com atuação pífia da equipe - em pleno Estádio Olímpico), e de uma crise prestes a eclodir pelos lados da Azenha, eis que o presidente-deputado usa sua função na Assembleia Legislativa para colocar a Arena gremista à disposição da FIFA, para uma possível utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Odone sabe muito bem que as chances são remotas, uma vez que a FIFA utiliza esta competição como preparação para a Copa do Mundo. Como a Arena não sediará jogos da Copa de 2014, seria estranho incluir o estádio tricolor no evento-teste.

Fica evidente que esta notícia serviu para abafar o fraquíssimo desempenho no GreNal e seus desdobramentos, inclusive as cobranças ao técnico Caio Jr. Sem falar no "baile" que o tricolor tem levado, nos últimos dias, nas questões fora de campo.

O meia Dátolo e o zagueiro Rafael Tolói, que chegaram a estar nos planos do Grêmio, foram contratados pelo Inter. E Alex Silva deverá chegar para reforçar a zaga colorada.

E os reforços prometidos pela direção tricolor... Onde estão?

A direção gremista fala, fala, a imprensa especula nomes, mas contratar que é bom... nada!!! Sem falar nos fiascos [como a novela Giuliano].

Depois de dispensar Douglas, Fábio Rochemback, Escudero, William Magrão e Adilson, pelo menos mais dois meias e dois volantes já deveriam estar treinando no Olímpico. Cadê o planejamento???

E para a zaga? A direção diz que está tendo dificuldade para contratar, que não há nomes disponíveis no mercado. Mas como o rival consegue contratar Rafael Tolói e Müller e está prestes a anunciar Alex Silva?

São coisas que uma pessoa de inteligência mediana, como este blogueiro, não consegue entender...



Escrito por omem_cabio às 08h23
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Caio Jr. é que vai
"pagar o pato"




Técnico tricolor já começa a ser pressionado

Caso não some seis pontos nos próximos dois jogos do Grêmio, contra São Luiz e Inter, ambos no Estádio Olímpico, é bem provável que o técnico Caio Jr. comece a ficar “prestigiado”.

Minha aposta, neste momento, é a seguinte: Caio Jr. não emplaca o segundo turno do Gauchão.

Não que a culpa seja toda dele, apesar de em três partidas ter apresentado três esquemas diferentes, indo contra tudo o que a maioria dos treinadores defende, ou seja, que é preciso uma sequência para o time “encaixar”.

A verdade é uma só: DE NOVO FALTOU PLANEJAMENTO AO TRICOLOR!!!

Vamos à análise.

Na zaga, ao contratar somente jovens zagueiros, ficou nítida a falta de previsão de um “xerife” para o setor. Não consigo acreditar que Sorondo, com seu histórico de lesões, tenha sido contratado para ser tal jogador. Sorondo foi mais uma aposta malfadada da direção tricolor.

A direção de futebol resolveu fazer uma reformulação nos volantes. Ótimo! Mandou embora Adilson, William Magrão e Fábio Rockembach. Só que esqueceu de repor as perdas. DE NOVO FALTOU PLANEJAMENTO!

E, com isso, Gilberto Silva não pode ser usado na zaga, porque é a única opção disponível no banco para as primeiras funções do meio campo.

Para a meia, Marco Antônio e Felipe Nunes também não passam de apostas. E até o gramado do Olímpico sabe que Douglas NÃO QUER mais jogar no tricolor. E CADÊ A CONTRATAÇÃO PARA ESTA FUNÇÃO? Enquanto isso, Escudero foi liberado.

No ataque o planejamento falho fica evidente no episódio André Lima, uma legítima volta do que não foi...

E Miralles, que desde o ano passado não vem dando uma resposta positiva, é colocado à venda de uma maneira que somente desvaloriza o patrimônio do clube.

Mais cedo do que pudéssemos imaginar, chegou o momento da direção gremista tomar algumas atitudes:

- Parar de justificar fracassos, colocando parcela da culpa no ex-treinador Renato Gaúcho.

- Parar de usar o projeto Arena para desviar a atenção dos desastres no comando do futebol.

- Parar com essa mania de fazer novela na hora de contratar jogador. No Grêmio novela é sinônimo de final desastrado, enquanto que no Inter as novelas geralmente têm final feliz (vejam a novela D'Alessandro).

- Quanto à novela Douglas, ou o clube libera agora o jogador para outro time ou faça ele cumprir o contrato até o final e, daí, diga a ele muito obrigado e adeus! Douglas não vale o que ele ganha no momento e muito menos um aumento salarial.
 Ele não tem o perfil tricolor e NÃO quer seguir em Porto Alegre. Renovar seu contrato é assumir uma dívida de longo prazo, sem previsão de retorno.

- Ter mais competência na hora de contratar. O Grêmio monta comissão para ir à Espanha e fracassar na contratação de Giuliano. No Inter Fernandão, que é um novato na função, dá uma passeada pela Europa e poucos dias depois um reforço (Dátolo) desembarca no Salgado Filho. Quanta diferença!

Caso o desastre se consuma, com o Grêmio ficando de fora da decisão do primeiro turno do Gauchão, dou uma sugestão ao presidente Paulo Odone: DEMITA PAULO PELAIPE e reformule o Departamento de Futebol, a tempo de salvar alguma ambição na Copa do Brasil.

Mas, pelo andar da carruagem, CAIO JR. É QUE VAI PAGAR O PATO!!!



Escrito por omem_cabio às 20h23
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É preciso mudar!

Para voltar a vencer o Grêmio precisa mudar. E mudar fora de campo.

Do contrário, de nada adiantará um novo técnico, novos jogadores e até mesmo um novo e moderno estádio.

É preciso mudar a mentalidade atrasada que vem gerindo a instituição tricolor, há muitos anos.

Um Conselho Deliberativo que trata como tratou o caso envolvendo um ex-presidente condenado pela Justiça, não tem como merecer o respeito do seu torcedor.

Um Estatuto que permite que um político de carreira divida o seu tempo entre fazer política partidária e presidir o clube, precisa de alteração.

São necessárias muitas mudanças. Fora de campo. Para então, o time voltar a vencer.

O Grêmio precisa de mais profissionalismo. Mas digo profissionalismo no sentido de haver dedicação em tempo integral, planejamento e competência. Não o profissionalismo que significa viver às custas da sua atividade, no sentido literal de profissão.

Que 2012 não seja como os últimos anos.



Escrito por omem_cabio às 08h38
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Record vai cobrir
o futsal gaúcho

O Grupo Record RS e a Federação Gaúcha de Futsal assinaram ontem um contrato para a transmissão do Campeonato Gaúcho Série Ouro e Prata da modalidade nos anos de 2012 e 2013. O contrato foi assinado pelo presidente do Grupo Record RS, Fabio Tucilho, o vice, Veríssimo de Jesus, e o presidente da federação, Dárcio Castro.

O contrato é para transmissão exclusiva em TV aberta, rádio e Internet. O Grupo Record fará uma ampla cobertura da principal competição do futsal gaúcho em seus veículos, incluindo o Correio do Povo nas versões impressa e digital. Inicialmente, serão transmitidas as partidas aos domingos pela manhã.

A parceria com o Grupo Record atende ao objetivo da Federação de Futsal de dar maior visibilidade ao campeonato da Série Ouro, o que não vinha acontecendo nos últimos anos. Os clubes também serão valorizados com o crescimento nas cotas de televisionamento. Ao contrário das últimas temporadas, a Série Ouro do futsal será transmitida em TV aberta. O investimento no futsal faz parte da estratégia do Grupo Record RS de regionalizar cada vez mais sua programação.

"Estamos ratificando nosso compromisso de aumentar o espaço local na nossa grade de programação", confirmou o gerente de programação da Record RS, Cláudio Amaro Coelho. Além de transmitir as partidas, a TV Record terá ampla cobertura do futsal em seus telejornais. O site do Correio do Povo também trará detalhes dos jogos. (Correio do Povo)



Escrito por omem_cabio às 08h35
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RS-165: de
sonho a pesadelo

Arquivo Pessoal

Durante uma audiência pública do DAER, dia 24/11/2009, o então
diretor do DAER, Vicente Pereira, anunciou licitação da RS-165

Algumas coisas não são fáceis de entender. Estamos em pleno século 21 e inexplicavelmente seguem sem solução obras públicas que já deveriam ter sido executadas há bastante tempo. A ligação asfáltica para TODOS os municípios gaúchos é um bom exemplo deste descaso. Sempre a desculpa é a falta de dinheito. Mas existem recursos financeiros para tantas bobagens, que continuo com a mesma convicção: o que falta é vontade política. Ponto.

Em nossa região (Missões, RS) existem obras viárias que estão carecendo de uma maior atenção (e vontade política!) por parte do governo estadual (de qualquer governo, diga-se). Entra governo e sai governo, começa campanha e termina campanha eleitoral, e tais obras ficam apenas nas chamadas boas intenções. Sempre lembrando que, como diz aquele adágio popular, de boas intenções o inferno já está cheio.

No caso específico de Cerro Largo, temos a necessidade de garantir a ligação asfática entre o nosso município e São Luiz Gonzaga, passando pelo Rolador, através da pavimentação da RS-165. E também a ligação de Cerro Largo a Cândido Godói, rodovia que muito mais que ligar duas cidades, interliga duas regiões: Missões e Grande Santa Rosa.

Pois bem. No governo anterior, comandado pela tucana Yeda Crusius, um trecho da RS-165 chegou a ser licitado. Como não havia dinheiro suficiente (sempre a mesma desculpa!) para toda a extensão da rodovia, foi definido que primeiramente seria pavimentado o trecho entre o Rolador e Cerro Largo. A definição, pelas informações que possuo, se deu por três motivos básicos: o trecho é menor e, portanto, mais barato; Cerro Largo possui um campus de universidade federal (a UFFS) e, portanto, é mais inteligente fazer este trajeto inicialmente; e, finalmente, a comunidade do Rolador, através de uma audiência pública convocada pela Comissão Pró-RS 165, manifestou o desejo de se ligar a Cerro Largo neste primeiro momento.

Em janeiro houve a troca no comando do governo estadual, com o petista Tarso Genro assumindo as rédeas do Palácio Piratini e com o socialista Beto Albuquerque assumindo a pasta de Obras. E decisões estranhas começaram a acontecer.

Há algum tempo eu vinha alertando a comunidade cerro-larguense, através da minha coluna no jornal Folha da Produção, que o trecho Cerro Largo/Rolador da RS-165 estava a perigo. Na edição de 2 de junho do referido semanário, publiquei a informação de que o engenheiro Luiz Carlos Karnikowski de Oliveira, atual diretor de Gestão e Projetos do DAER, tinha sido nomeado para agilizar o início do processo licitatório do trecho São Luiz Gonzaga/Rolador da estrada que, segundo as palavras dele, na época, "o qual terá prioridade para o início das obras".

Vejam bem. Nesta ocasião já se falava abertamente que a prioridade do Governo Estadual passou a ser o trecho São Luiz/Rolador. Como nenhuma justificativa convincente foi apresentada, ficou claro tratar-se de mera decisão política.

Pois essa informação acaba de ser confirmada. Primeiro na minha coluna, na edição da semana passada, em transcrição de novas declarações de Luiz Carlos Oliveira à imprensa de São Luiz Gonzaga, com a desculpa, agora, de uma possível necessidade de se refazer o projeto do nosso trecho da estrada. Em seguida, a informação foi confirmada pessoalmente pelo vice-governador Beto Grill, em visita a Cerro Largo no último dia 30 de setembro.

Sempre lembrando que Beto Grill é do PSB, mesmo partido do secretário estadual Beto Albuquerque, do prefeito do Rolador Eloí Batista e do engenheiro são-luizense Luiz Carlos Oliveira.

Confirmando-se este prazo de três anos (absurdamente exagerado) para que o projeto seja refeito, uma coisa é certa. O trecho Cerro Largo/Rolador só vai sair do papel (se é que um dia sairá?) no próximo governo estadual. Aliás, vai ser interessante acompanhar, daqui para frente, o posicionamento das lideranças do PT, do PSB e demais partidos que integram a base governista na próxima campanha ao Governo do Estado, ao pedirem votos em Cerro Largo.

Sempre se ouvia, nas campanhas eleitorais, que estava na hora do Rio Grande do Sul eleger um Governador alinhado com a Presidência da República. O argumento, bastante lógico, é que isso facilitaria a atuação em programas que tivessem interesses convergentes.

Todos sabem que um dos maiores projetos do Governo Federal, na região das Missões, é a implantação do campus da UFFS em Cerro Largo (decidida pela própria região missioneira, livre e soberanamente). O lógico seria que obras viárias fossem realizadas para interligar Cerro Largo com as demais cidades da região, a fim de facilitar o acesso dos universitários ao campus da nova universidade federal.

A decisão de alijar Cerro Largo da pavimentação da RS-165 não encontra respaldo nestes argumentos, pois o Governo do Estado não está levando isso em conta.

Coisas da política. Ou da politicagem... Ponto final!



Escrito por omem_cabio às 10h51
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Rock (?) in Rio


Isso é show: Metallica protagonizou um grande momento do Rock in Rio 2011

O portal Terra publicou uma reportagem cujo título sintetiza bem o que foi o Rock in Rio 2011: “Festival de extremos, solidez de veteranos salva Rock in Rio”.

Em primeiro lugar, não dá para deixar passar batido a falta de organização do festival. Alguém vai retrucar, afirmando tratar-se de evento privado. Ora, a Copa do Mundo FIFA 2014 também é um evento privado e nem por isso deixa de causar preocupação generalizada. Problemas com o transporte coletivo, centenas de furtos, banheiros químicos insuficientes e filas quilométricas foram alguns pontos a denegrir a imagem do festival.

Outra constatação. As apresentações das bandas brasileiras apenas retrataram o atual momento do rock nativo: desanimador.

Até mesmo o tributo à Legião Urbana, que acabou sendo emocionante pelo repertório em si, teve um fraco desempenho dos vocalistas escalados para acompanharem os dois remanescentes do grupo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Principalmente Rogério Flausino, do Jota Quest, que parecia estar deslocado.

Mais uma obviedade. Ivete Sangalo e Cláudia Leitte não combinam com Rock in Rio, assim como AC/DC não combina com o Carnaval baiano. Coube a outra baiana, muito mais arretada, mostrar como se faz: Pitty.

Com sinceridade, tenho que admitir que Steve Wonder, aclamado pela crítica especializada, não me empolgou. Por outro lado a colombiana Shakira ganhou alguns pontinhos a mais no meu conceito.

Os destaques foram Motörhead, Coldplay e Mettalica. Não vi a apresentação, mas falaram maravilhas do show do Sepultura, no palco Sunset.

A grande decepção: Guns N’ Roses. Definitivamente, Axl Rose não é mais o mesmo.

E entre tantas homenagens (o que foi aquilo em relação ao filho da Cissa Guimarães?), faltou uma. Esquecerem de homenagear o mais de todos: Raul Seixas! (Estou me referindo a uma homenagem à altura do Raulzito... não aquela prestada pelos Detonautas).

Mas, enfim, em 2013 tem mais. Espero que, no próximo Rock in Rio, os roqueiros tupiniquins estejam num melhor momento; que não seja feita novamente esta miscelânea de estilos e que, por uma questão de justiça, o rock gaúcho esteja bem representado.

Era isso!



Escrito por omem_cabio às 08h32
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EXCLUSIVO
Marcos Sorato: “contra
o Brasil,
os espanhóis
se transformam”
Técnico da Seleção Brasileira de Futsal esteve
em Cerro Largo neste sábado, dia 24

Fotos: Luis Henrique Franqui

Ricardo de Freitas, instrutor da Escolinha La Salle, e Irmão Adão
Bergmann, diretor do Colégio La Salle, presenteiam Sorato

Nesta entrevista exclusiva ao Blog do Franqui, concedida enquanto estava visitando a cidade de Cerro Largo (RS) neste sábado, dia 24, Marcos Sorato fala um pouco de sua carreira, da Seleção Brasileira e dos planos para o futuro. Pipoca, como é conhecido no futsal, palestrou a alunos da Escolinha de Futsal La Salle.

Atual técnico da Seleção Brasileira de Futsal, Marcos Sorato, 40 anos, nasceu em Criciúma (SC). Com 17 anos começou a jogar na equipe da Tigre, de Joinville (SC), levado pelo técnico Ferreti. Após um ano, foi disputar o Campeonato Pernambucano pela Votorantim e, com 19 anos, foi atuar no futsal espanhol, onde permaneceu por 15 temporadas,  sendo 13 como jogador e mais duas como técnico do Playas de Castellón. Em 1998 jogou na ULBRA (Canoas-RS), onde conheceu o técnico PC. Foi campeão da Liga Futsal pela ULBRA e na Espanha disputou nove finais da Liga Espanhola, com três títulos, além de ter sido campeão europeu (Playas de Castellón).

BLOG DO FRANQUI – Em 2005, a convite do técnico PC, você assumiu como auxiliar técnico da Seleção. Neste período você dirigiu a Seleção Sub-20 e a Seleção Feminina. Em 2008, com a não renovação do contrato de PC, acabou convidado a assumir o comando da Seleção. Como foi aceitar este desafio em sua carreira, ainda bastante jovem?
MARCOS SORATO – Foi algo inesperado, pois o PC tinha sido campeão mundial recentemente. Fiquei triste pelo PC não ter renovado o contrato, mas como eu já estava há quatro ou cinco anos na engrenagem da Seleção, não pensei duas vezes e aceitei o desafio.

BF – Numa entrevista recente, você citou os técnicos PC e Zego como suas principais influências na função de treinador. Teve mais algum profissional que te influenciou?
MS – O PC é um dos melhores técnicos do mundo. Tem um comando de equipe muito bom, faz uma organização de jogo diferenciada e possui um padrão tático muito elevado. Já o Zego é um amante do futsal, é daqueles técnicos que ensina futsal, que melhora o futsal. Zego já trabalhou em 25 países, é adorado na Espanha e é um dos melhores do mundo na parte técnica. Acho que PC e Zego se complementam. Mas não posso deixar de citar o Ferreti também, que é outro grande nome do nosso futsal. E temos ainda o Bernardinho, que apesar de ser do vôlei, possui um método de trabalho que é referência para qualquer esporte atualmente.

BF – Neste período à frente da Seleção, foram quantos jogos, vitórias e derrotas? Quais as principais conquistas?
MS – Foram cerca de 70 partidas, com duas derrotas e três empates. Conquistamos o Campeonato Sulamericano, o Grand Prix, o Torneio da Lusofonia (que reúne seleções de países com língua portuguesa), um Torneio FIFA na China e, mais recentemente, a Copa América de Futsal disputada na Argentina.

BF – Ano que vem, teremos o Mundial de Futsal na Tailândia. Você trabalha com um grupo de 25 mundialistas, ou seja, cinco jogadores por posição. Vai haver muita dificuldade para definir os 14 convocados na lista final para o Mundial?
MS – Com certeza. Não tem como não ser injusto numa convocação para o Campeonato Mundial, diante de tantas opções de qualidade. Vamos procurar fazer uma equipe mais adequada, que funcione como equipe. Assim teremos mais possibilidades de fazer uma grande participação.

BF – Quanto tempo você terá, antes do Mundial, para preparar a Seleção com todos os jogadores à disposição, uma vez que muitos atuam foram do país? E o tempo de preparação será suficiente?
MS – Esse é um grande problema, pois poucas vezes podemos reunir a Seleção absoluta. Algumas vezes montamos a Seleção apenas com jogadores que atuam no Brasil, outras com os que estão na Europa. Para o Mundial teremos 15 dias à disposição para preparar o elenco e montar a equipe. E teremos ainda outros cinco dias para preparar a Seleção para a disputa das Eliminatórias, que acontecem em abril e com boa possibilidade de serem realizadas no Rio Grande do Sul.

BF – A Espanha é o principal adversário do Brasil na atualidade. Por que nossa Seleção tem tanta dificuldade diante dos espanhóis? É a qualidade deles? É o estilo de jogo deles? Ou ambos?
MS – Além dos espanhóis terem muita qualidade, contra o Brasil eles se transformam. A Espanha tem um jogo de conjunto muito forte, são pacientes na defesa e costumam jogar nos nossos erros. Este conjunto de fatores que acaba nos dificultando. Só para se ter uma idéia, nos últimos dez jogos entre Brasil e Espanha, tirando os empates, não ocorreu nenhuma vitória com mais de um gol de diferença.

BF – Além da Espanha, que outras seleções estarão fortes para a disputa do Mundial?
MS – Tenho que acrescentar a Rússia. No momento Brasil, Espanha e Rússia são as principais seleções de futsal do mundo. Mas não posso deixar de citar outras forças, como Portugal, Itália, Argentina e Irã. O Irã, por exemplo, no último Mundial perdeu apenas uma partida, de 1x0 para o Brasil, e não se classificou por causa do saldo de gols. E os iranianos estão investindo muito, levando técnicos e jogadores e organizando o esporte lá.

BF – Ainda sobre a Seleção da Espanha. Falcão não tem conseguido realizar bons jogos quando enfrenta os ibéricos. A que se deve isso? Eles conseguem fazer uma marcação mais eficiente em cima do nosso principal jogador, em relação aos demais selecionados?
MS – Eles não se transformam apenas quando enfrentam o Brasil. Eles se transformam quando enfrentam o Falcão. No último Grand Prix, o goleiro deles declarou que iria morrer, mas não tomaria o gol de número 300 do Falcão. Eles inclusive acreditam que na Espanha Falcão não faria tanto sucesso como faz no Brasil.


Sorato proferiu palestra a alunos da Escolinha de Futsal La Salle

BF – Atualmente o futsal brasileiro, em se tratando de Seleção e de Liga Futsal, vai muito bem. Mas regionalmente existem alguns problemas sérios. O Rio de Janeiro, que já foi base da Seleção, e o Rio Grande do Sul, que já teve o melhor futsal do país, estão com poucas equipes de ponta e com campeonatos estaduais fragilizados. E o Nordeste, que sempre é muito forte na Taça Brasil, não consegue participar da Liga. A que se deve isso?
MS – As Federações precisam obrigar e apoiar os clubes a manterem categorias de base. Não existe futsal sem um bom trabalho na base. A Itália tem 12 jogadores brasileiros naturalizados, simplesmente porque não tem trabalho na base. Aqui no Rio Grande do Sul, agora com o Dárcio no comando da Federação, existe a possibilidade de Grêmio e Inter voltarem a disputar o Estadual de Futsal e isso pode dar um novo impulso ao futsal gaúcho. Tem ainda a ACBF, que é muito forte. Mas só isso não basta. É preciso potencializar a base e as Federações, de um modo geral, precisam investir mais neste segmento.

BF – A exportação de jogadores, que vão embora cada vez mais jovens, atrapalha o desenvolvimento do futsal brasileiro?
MS – Com certeza. Muitos vão jogar no exterior sem terem acabado a sua formação. Vão jogar lá fora, muito jovens, com a responsabilidade de ter que decidir partidas. No Brasil há o melhor trabalho de formação de jogadores de futsal no mundo. Por exemplo, é um grande mito que a Espanha é muito forte na parte tática e que no Brasil a força está na parte técnica. Os espanhóis têm conjunto, mas o Brasil tem talento. A Espanha chegou aonde chegou por causa dos brasileiros que foram para lá, tanto jogadores como técnicos. Quando cheguei na Espanha, os treinos eram apenas à noite. Com a profissionalização e com os investimentos, eles começaram a montar boas seleções e colher os frutos deste trabalho.

BF – Ano que vem, após o Mundial, quais os planos profissionais? Depende do resultado obtido na Tailândia a seqüência do trabalho na Seleção ou você já tem outros projetos encaminhados?
MS – Todo técnico de Seleção vive de resultados e comigo não é diferente. Eu vivo cada campeonato, cada disputa. Tenho propostas para trabalhar em outras seleções, mas quero completar o meu ciclo na Seleção Brasileira. E enquanto os resultados estiverem acontecendo, a minha idéia é permanecer à frente do comando técnico do Brasil.

BF – O futsal forma muito jogadores, inclusive para o futebol de campo. E as escolinhas desempenham um papel muito importante neste processo de formação, não é mesmo?
MS – Como já ressaltei antes, é fundamental um bom trabalho na base, inclusive o oferecido pelas escolinhas, onde a criança tem o primeiro contato com o esporte. Fiquei sabendo que Cerro Largo não tem mais equipe disputando o Campeonato Estadual. Mas este trabalho que está sendo feito nas categorias sub-17 e sub-20 é o ideal, formando atletas para servirem de base a uma possível reativação da equipe adulta.

BF – Você mantém projetos relacionados com a formação de jogadores?
MS – Comecei a trabalhar com escolinhas particulares e no momento mantenho um projeto social em Criciúma e cidades próximas. Também estou trabalhando num projeto de franquias, onde pretendemos oferecer material aos alunos e aliar o esporte com a educação, inclusive premiando a dedicação deles com bolsas de estudos, viagens e materiais esportivos. Quero passar coisas úteis, não só aos alunos como também às famílias, procurando oferecer as mesmas condições que tenho à disposição na Seleção aos alunos do projeto, como atendimento psicológico, por exemplo.

BF – Para finalizar, fale sobre a parceria com a Escolinha de Futsal La Salle.
MS – Estamos montando esta parceria com o Ricardo, a fim de proporcionar um intercâmbio na formação de jogadores.

Sigam o blogueiro no Twitter: @luishfranqui



Escrito por omem_cabio às 13h45
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Procura-se

By Cristiano Junkherr



Escrito por omem_cabio às 22h17
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Os sete erros
de Paulo Odone

Foto:
www.gremio.net


Como é o regime Presidencialista que impera na política gremista, é natural que caiba ao Presidente do imortal tricolor a maior parte da culpa pelo fracasso que o time está obtendo na temporada de 2011. Um ano que já está perdido e que poderá ficar ainda pior, caso aconteça o rebaixamento para a Série B de 2012.

São muitos os erros do presidente Paulo Odone (foto). Um deles é se achar maior do que realmente é. Na minha modesta opinião Odone não passa de um Presidente mediano, mas com bons serviços prestados ao clube. Para incluir seu nome como um dos maiores dirigentes da história é preciso conquistar títulos. E títulos importantes. O que ele ganhou como Presidente? Uma Copa do Brasil apenas. A Série B não conta, pois houve muito mais sorte do que juízo na famosa "Batalha dos Aflitos", além de nada acrescentar no currículo de um grande clube como o Grêmio.

O maior erro de 2011 foi a novela “Ronaldinho Gaúcho”. Além de ter sido um mico histórico, quando literalmente o clube passou vexame internacional, a dedicação exclusiva a este projeto, fracassado, acabou levando o tricolor a novo erro. E um erro fatal.

Refiro-me ao atacante Jonas. O Presidente dedicou-se tanto a trazer Ronaldinho, que descuidou da renovação do contrato do melhor atacante gremista dos últimos tempos. O final da história vocês todos conhecem. Jonas foi embora, praticamente de graça (parece ser uma prática gremista entregar bons jogadores por uns trocados), e o time azul-preto-e-branco tem hoje o pior ataque do Campeonato Brasileiro.

Outra coisa foi a mudança na preparação física. Ano passado, com Anderson Paixão, o tricolor voava em campo. Veio o novo preparador e o que se viu foi uma série espantosa de lesões musculares. Todo mundo desconfiava da causa, mas a direção tricolor insistia em não ver o problema. A confirmação deste equívoco foi a contratação emergencial de Paulo Paixão, que terá pouco tempo para colocar o plantel novamente em boas condições físicas.

Outra falha da direção é insistir na permanência do meia Douglas. Que ele é um bom jogador, de qualidade técnica apurada, ninguém duvida. Agora, parece claro que ele não está satisfeito em jogar pelo tricolor. E isso está contribuindo para o fracasso do meio campo. Só isso explica a queda de rendimento deste atleta, em relação ao que ele apresentou ano passado. Quando um jogador não está a fim, o melhor é negociá-lo.

Julinho Camargo foi mais uma aposta equivocada. Foi o típico caso da pessoa certa na hora errada. Apostar num jovem treinador, vivendo a primeira experiência como técnico de um grande clube, é algo para ser feito no começo da temporada, e não no meio da “fogueira” que o Grêmio vive no Brasileirão.

Por fim, o maior de todos os erros de Paulo Odone. A contratação de Celso Roth. Trazer este técnico já deixa comprometida a temporada de 2012. Vamos supor que tudo dê certo e que Roth livre a equipe do rebaixamento. Certamente ele terá o seu contrato renovado. Então, em 2012, Roth no máximo conquistará o Gauchão para, logo em seguida, ser demitido em meio à Copa do Brasil ou do Brasileirão, reiniciando a busca por outro treinador. Se não ganhar o título gaúcho, significa que será demitido em meio à competição estadual e, mais uma vez, o vai-e-vem de técnicos comprometerá a temporada. Como sei disso? Basta olhar o histórico dele nas últimas passagens pelo Grêmio e por outras equipes de ponta. Celso Roth pode até ser um bom profissional, mas tem prazo de validade muito curto e poucas conquistas expressivas no currículo (a Libertadores do ano passado não conta, pois grande parte do mérito cabe ao técnico uruguaio Jorge Fossati).

E nem preciso explicar a extensão da tragédia, caso Celso Roth não livre o Grêmio de uma nova queda à Série B. Então o negócio é o seguinte. Se correr o bicho pega, se ficar pega também.

Como já afirmei anteriormente, 2011 é um ano perdido para o Grêmio. Mais um. Já faz 10 anos que o tricolor não ganha nada de significativo. E isso é muito para um clube com a história e a grandeza do Grêmio. Sem falar que a torcida já está cansada com esta situação. Meu receio é que o tricolor vire um Galo mineiro (com todo o respeito à nação atleticana). Um clube grande, com história, com uma torcida enorme e fantástica, mas muito endividado, sempre contratando jogadores a peso de ouro e se limitando, ano após ano, a brigar pelo título estadual.

Ta na hora de mudar, de verdade, a estrutura política do Grêmio. Os conselheiros poderiam começar com uma reforma no Estatuto Social do clube, aumentando a participação do associado no processo eleitoral. E também incluir uma cláusula impedindo que políticos com mandato eletivo ocupem cargos executivos na administração do clube. No caso específico de Paulo Odone, entendo não haver tempo suficiente para acumular a função de Deputado Estadual e Presidente.
Vamos pensar nisso!



Escrito por omem_cabio às 09h12
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Homenagens
póstumas


O pivô potiguar jogou na Seleção e em grandes equipes do Brasil e da Rússia

No último final de semana as partidas oficiais de futsal, no Rio Grande do Sul, prestaram uma homenagem póstuma ao jogador Messinho, com um minuto de silêncio. Homenagens que devem seguir durante a semana, acredito eu, nas partidas da Liga Nacional.

Emerson Rodrigues Rocha, 38 anos, morreu na noite de sábado, 30,  numa partida da Série Prata do Campeonato Gaúcho de Futsal, em Guaporé, na Serra gaúcha, partida esta que acabou nem acontecendo.

O pivô da Associação Desportiva Vale do Sol (ADVF) teve um mal súbito durante o aquecimento para o jogo contra a AGE, de Guaporé. Ele foi atendido ainda dentro da quadra, foi levado ao Hospital Manoel Francisco Guerreiro, mas não resistiu. A causa provável da morte é um infarto, informação ainda não confirmada oficialmente.

Em 1999 e 2001, Messinho foi goleador da Série Ouro do Campeonato Gaúcho de Futsal, marcando 35 e 29 gols, respectivamente. Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, ele fez carreira no Rio Grande do Sul ao jogar na ACBF, UCS, UPF, Atlântico de Erechim e Ulbra, além de ter atuado também no Dínamo e no Spartak Moscow, ambos da Rússia, onde sagrou-se campeão da Superliga russa.

Messinho também jogou pela Seleção Brasileira onde conquistou, entre outros títulos, a Copa América de Futsal de 2002.

O corpo de Messinho foi velado em Guaporé, cidade onde residia com a esposa e filhos, causando muita comoção na cidade e no salonismo gaúcho. Inúmeros profissionais do futsal rio-grandense, entre jogadores, técnicos, dirigentes e amigos foram se despedir.
Hoje, por volta do meio-dia, seu corpo deve ser transladado para o Rio Grande do Norte, para ser sepultado na terra natal.



Escrito por omem_cabio às 08h29
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Estilo é com eles!

Todo mundo sabe que futebol e moda, ultimamente, são assuntos que têm muito em comum. A boleirada sempre está tentando andar nos conformes, muitas vezes fazendo "moda" (mesmo que, geralmente, de gosto duvidoso).

Também sabemos que alguns técnicos de futebol gostam de caprichar no visual. Estão aí Vanderlei Luxemburgo, Paulo Roberto Falcão e Dunga, este último com o auxílio da filha estilista, que não me deixam mentir.

Mas, em se tratando de vestir-se bem, ninguém "supera" os atuais comandantes da dupla GreNal, Julinho Camargo (Grêmio) e o interino Osmar Loss (Internacional).

O técnico colorado, no recente Torneio de Munique, fez uma apresentação pública impecável na entrevista coletiva para cerca de 300 jornalistas. Enquanto Massimiliano Allegri (Milan), Jupp Heynckes (Bayern) e o representante do Barcelona (Guardiola não pode comparecer) estavam visivelmente "mal vestidos e desconfortáveis", em seus apertados ternos de grife e sufocados em suas gravatas de seda, Osmar Loss representou muito bem a nação colorada, trajando camisa pólo, jeans e tênis.


Osmar Loss (D) destacou-se ou não na entrevista coletiva?

Mas quem tem se superado é o comandante tricolor. Nos dias frios Julinho Camargo esbanja "estilo" com seu indefectível jaquetão 3/4. Alguém mais desavisado pode achar que a vestimenta é um pouco grande (ou seria o treinador um pouco pequeno?), mas isso é apenas mero detalhe. Depois que ele começou a trabalhar no Olímpico, os telefones da fornecedora de material esportivo do tricolor não pararam mais de tocar. Todo mundo querendo saber: "Onde compro um jaquetão daqueles do Julinho? Daqueles bem grandões, quase pela canela?"


O jaquetão do Julinho  até parece grande... Mas não é...

Claro que o fato dos treinadores da dupla terem "estilo" não lhes garante vida fácil no meio futebolístico. Os resultados é que dirão se eles terão ou não uma longa carreira no meio...



Escrito por omem_cabio às 09h23
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