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É preciso mudar!
Para voltar a vencer o Grêmio precisa mudar. E mudar fora de campo.
Do contrário, de nada adiantará um novo técnico, novos jogadores e até mesmo um novo e moderno estádio.
É preciso mudar a mentalidade atrasada que vem gerindo a instituição tricolor, há muitos anos.
Um Conselho Deliberativo que trata como tratou o caso envolvendo um ex-presidente condenado pela Justiça, não tem como merecer o respeito do seu torcedor.
Um Estatuto que permite que um político de carreira divida o seu tempo entre fazer política partidária e presidir o clube, precisa de alteração.
São necessárias muitas mudanças. Fora de campo. Para então, o time voltar a vencer.
O Grêmio precisa de mais profissionalismo. Mas digo profissionalismo no sentido de haver dedicação em tempo integral, planejamento e competência. Não o profissionalismo que significa viver às custas da sua atividade, no sentido literal de profissão.
Que 2012 não seja como os últimos anos.
Escrito por omem_cabio às 08h38
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Record vai cobrir o futsal gaúcho
O Grupo Record RS e a Federação Gaúcha de Futsal assinaram ontem um contrato para a transmissão do Campeonato Gaúcho Série Ouro e Prata da modalidade nos anos de 2012 e 2013. O contrato foi assinado pelo presidente do Grupo Record RS, Fabio Tucilho, o vice, Veríssimo de Jesus, e o presidente da federação, Dárcio Castro.
O contrato é para transmissão exclusiva em TV aberta, rádio e Internet. O Grupo Record fará uma ampla cobertura da principal competição do futsal gaúcho em seus veículos, incluindo o Correio do Povo nas versões impressa e digital. Inicialmente, serão transmitidas as partidas aos domingos pela manhã.
A parceria com o Grupo Record atende ao objetivo da Federação de Futsal de dar maior visibilidade ao campeonato da Série Ouro, o que não vinha acontecendo nos últimos anos. Os clubes também serão valorizados com o crescimento nas cotas de televisionamento. Ao contrário das últimas temporadas, a Série Ouro do futsal será transmitida em TV aberta. O investimento no futsal faz parte da estratégia do Grupo Record RS de regionalizar cada vez mais sua programação.
"Estamos ratificando nosso compromisso de aumentar o espaço local na nossa grade de programação", confirmou o gerente de programação da Record RS, Cláudio Amaro Coelho. Além de transmitir as partidas, a TV Record terá ampla cobertura do futsal em seus telejornais. O site do Correio do Povo também trará detalhes dos jogos. (Correio do Povo)
Escrito por omem_cabio às 08h35
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RS-165: de sonho a pesadelo
Arquivo Pessoal
 Durante uma audiência pública do DAER, dia 24/11/2009, o então diretor do DAER, Vicente Pereira, anunciou licitação da RS-165
Algumas coisas não são fáceis de entender. Estamos em pleno século 21 e inexplicavelmente seguem sem solução obras públicas que já deveriam ter sido executadas há bastante tempo. A ligação asfáltica para TODOS os municípios gaúchos é um bom exemplo deste descaso. Sempre a desculpa é a falta de dinheito. Mas existem recursos financeiros para tantas bobagens, que continuo com a mesma convicção: o que falta é vontade política. Ponto.
Em nossa região (Missões, RS) existem obras viárias que estão carecendo de uma maior atenção (e vontade política!) por parte do governo estadual (de qualquer governo, diga-se). Entra governo e sai governo, começa campanha e termina campanha eleitoral, e tais obras ficam apenas nas chamadas boas intenções. Sempre lembrando que, como diz aquele adágio popular, de boas intenções o inferno já está cheio.
No caso específico de Cerro Largo, temos a necessidade de garantir a ligação asfática entre o nosso município e São Luiz Gonzaga, passando pelo Rolador, através da pavimentação da RS-165. E também a ligação de Cerro Largo a Cândido Godói, rodovia que muito mais que ligar duas cidades, interliga duas regiões: Missões e Grande Santa Rosa.
Pois bem. No governo anterior, comandado pela tucana Yeda Crusius, um trecho da RS-165 chegou a ser licitado. Como não havia dinheiro suficiente (sempre a mesma desculpa!) para toda a extensão da rodovia, foi definido que primeiramente seria pavimentado o trecho entre o Rolador e Cerro Largo. A definição, pelas informações que possuo, se deu por três motivos básicos: o trecho é menor e, portanto, mais barato; Cerro Largo possui um campus de universidade federal (a UFFS) e, portanto, é mais inteligente fazer este trajeto inicialmente; e, finalmente, a comunidade do Rolador, através de uma audiência pública convocada pela Comissão Pró-RS 165, manifestou o desejo de se ligar a Cerro Largo neste primeiro momento.
Em janeiro houve a troca no comando do governo estadual, com o petista Tarso Genro assumindo as rédeas do Palácio Piratini e com o socialista Beto Albuquerque assumindo a pasta de Obras. E decisões estranhas começaram a acontecer.
Há algum tempo eu vinha alertando a comunidade cerro-larguense, através da minha coluna no jornal Folha da Produção, que o trecho Cerro Largo/Rolador da RS-165 estava a perigo. Na edição de 2 de junho do referido semanário, publiquei a informação de que o engenheiro Luiz Carlos Karnikowski de Oliveira, atual diretor de Gestão e Projetos do DAER, tinha sido nomeado para agilizar o início do processo licitatório do trecho São Luiz Gonzaga/Rolador da estrada que, segundo as palavras dele, na época, "o qual terá prioridade para o início das obras".
Vejam bem. Nesta ocasião já se falava abertamente que a prioridade do Governo Estadual passou a ser o trecho São Luiz/Rolador. Como nenhuma justificativa convincente foi apresentada, ficou claro tratar-se de mera decisão política.
Pois essa informação acaba de ser confirmada. Primeiro na minha coluna, na edição da semana passada, em transcrição de novas declarações de Luiz Carlos Oliveira à imprensa de São Luiz Gonzaga, com a desculpa, agora, de uma possível necessidade de se refazer o projeto do nosso trecho da estrada. Em seguida, a informação foi confirmada pessoalmente pelo vice-governador Beto Grill, em visita a Cerro Largo no último dia 30 de setembro.
Sempre lembrando que Beto Grill é do PSB, mesmo partido do secretário estadual Beto Albuquerque, do prefeito do Rolador Eloí Batista e do engenheiro são-luizense Luiz Carlos Oliveira.
Confirmando-se este prazo de três anos (absurdamente exagerado) para que o projeto seja refeito, uma coisa é certa. O trecho Cerro Largo/Rolador só vai sair do papel (se é que um dia sairá?) no próximo governo estadual. Aliás, vai ser interessante acompanhar, daqui para frente, o posicionamento das lideranças do PT, do PSB e demais partidos que integram a base governista na próxima campanha ao Governo do Estado, ao pedirem votos em Cerro Largo.
Sempre se ouvia, nas campanhas eleitorais, que estava na hora do Rio Grande do Sul eleger um Governador alinhado com a Presidência da República. O argumento, bastante lógico, é que isso facilitaria a atuação em programas que tivessem interesses convergentes.
Todos sabem que um dos maiores projetos do Governo Federal, na região das Missões, é a implantação do campus da UFFS em Cerro Largo (decidida pela própria região missioneira, livre e soberanamente). O lógico seria que obras viárias fossem realizadas para interligar Cerro Largo com as demais cidades da região, a fim de facilitar o acesso dos universitários ao campus da nova universidade federal.
A decisão de alijar Cerro Largo da pavimentação da RS-165 não encontra respaldo nestes argumentos, pois o Governo do Estado não está levando isso em conta.
Coisas da política. Ou da politicagem... Ponto final!
Escrito por omem_cabio às 10h51
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Rock (?) in Rio
 Isso é show: Metallica protagonizou um grande momento do Rock in Rio 2011
O portal Terra publicou uma reportagem cujo título sintetiza bem o que foi o Rock in Rio 2011: “Festival de extremos, solidez de veteranos salva Rock in Rio”.
Em primeiro lugar, não dá para deixar passar batido a falta de organização do festival. Alguém vai retrucar, afirmando tratar-se de evento privado. Ora, a Copa do Mundo FIFA 2014 também é um evento privado e nem por isso deixa de causar preocupação generalizada. Problemas com o transporte coletivo, centenas de furtos, banheiros químicos insuficientes e filas quilométricas foram alguns pontos a denegrir a imagem do festival.
Outra constatação. As apresentações das bandas brasileiras apenas retrataram o atual momento do rock nativo: desanimador.
Até mesmo o tributo à Legião Urbana, que acabou sendo emocionante pelo repertório em si, teve um fraco desempenho dos vocalistas escalados para acompanharem os dois remanescentes do grupo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Principalmente Rogério Flausino, do Jota Quest, que parecia estar deslocado.
Mais uma obviedade. Ivete Sangalo e Cláudia Leitte não combinam com Rock in Rio, assim como AC/DC não combina com o Carnaval baiano. Coube a outra baiana, muito mais arretada, mostrar como se faz: Pitty.
Com sinceridade, tenho que admitir que Steve Wonder, aclamado pela crítica especializada, não me empolgou. Por outro lado a colombiana Shakira ganhou alguns pontinhos a mais no meu conceito.
Os destaques foram Motörhead, Coldplay e Mettalica. Não vi a apresentação, mas falaram maravilhas do show do Sepultura, no palco Sunset.
A grande decepção: Guns N’ Roses. Definitivamente, Axl Rose não é mais o mesmo.
E entre tantas homenagens (o que foi aquilo em relação ao filho da Cissa Guimarães?), faltou uma. Esquecerem de homenagear o mais de todos: Raul Seixas! (Estou me referindo a uma homenagem à altura do Raulzito... não aquela prestada pelos Detonautas).
Mas, enfim, em 2013 tem mais. Espero que, no próximo Rock in Rio, os roqueiros tupiniquins estejam num melhor momento; que não seja feita novamente esta miscelânea de estilos e que, por uma questão de justiça, o rock gaúcho esteja bem representado.
Era isso!
Escrito por omem_cabio às 08h32
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EXCLUSIVO Marcos Sorato: “contra o Brasil, os espanhóis se transformam” Técnico da Seleção Brasileira de Futsal esteve em Cerro Largo neste sábado, dia 24
Fotos: Luis Henrique Franqui
 Ricardo de Freitas, instrutor da Escolinha La Salle, e Irmão Adão Bergmann, diretor do Colégio La Salle, presenteiam Sorato
Nesta entrevista exclusiva ao Blog do Franqui, concedida enquanto estava visitando a cidade de Cerro Largo (RS) neste sábado, dia 24, Marcos Sorato fala um pouco de sua carreira, da Seleção Brasileira e dos planos para o futuro. Pipoca, como é conhecido no futsal, palestrou a alunos da Escolinha de Futsal La Salle.
Atual técnico da Seleção Brasileira de Futsal, Marcos Sorato, 40 anos, nasceu em Criciúma (SC). Com 17 anos começou a jogar na equipe da Tigre, de Joinville (SC), levado pelo técnico Ferreti. Após um ano, foi disputar o Campeonato Pernambucano pela Votorantim e, com 19 anos, foi atuar no futsal espanhol, onde permaneceu por 15 temporadas, sendo 13 como jogador e mais duas como técnico do Playas de Castellón. Em 1998 jogou na ULBRA (Canoas-RS), onde conheceu o técnico PC. Foi campeão da Liga Futsal pela ULBRA e na Espanha disputou nove finais da Liga Espanhola, com três títulos, além de ter sido campeão europeu (Playas de Castellón).
BLOG DO FRANQUI – Em 2005, a convite do técnico PC, você assumiu como auxiliar técnico da Seleção. Neste período você dirigiu a Seleção Sub-20 e a Seleção Feminina. Em 2008, com a não renovação do contrato de PC, acabou convidado a assumir o comando da Seleção. Como foi aceitar este desafio em sua carreira, ainda bastante jovem? MARCOS SORATO – Foi algo inesperado, pois o PC tinha sido campeão mundial recentemente. Fiquei triste pelo PC não ter renovado o contrato, mas como eu já estava há quatro ou cinco anos na engrenagem da Seleção, não pensei duas vezes e aceitei o desafio.
BF – Numa entrevista recente, você citou os técnicos PC e Zego como suas principais influências na função de treinador. Teve mais algum profissional que te influenciou? MS – O PC é um dos melhores técnicos do mundo. Tem um comando de equipe muito bom, faz uma organização de jogo diferenciada e possui um padrão tático muito elevado. Já o Zego é um amante do futsal, é daqueles técnicos que ensina futsal, que melhora o futsal. Zego já trabalhou em 25 países, é adorado na Espanha e é um dos melhores do mundo na parte técnica. Acho que PC e Zego se complementam. Mas não posso deixar de citar o Ferreti também, que é outro grande nome do nosso futsal. E temos ainda o Bernardinho, que apesar de ser do vôlei, possui um método de trabalho que é referência para qualquer esporte atualmente.
BF – Neste período à frente da Seleção, foram quantos jogos, vitórias e derrotas? Quais as principais conquistas? MS – Foram cerca de 70 partidas, com duas derrotas e três empates. Conquistamos o Campeonato Sulamericano, o Grand Prix, o Torneio da Lusofonia (que reúne seleções de países com língua portuguesa), um Torneio FIFA na China e, mais recentemente, a Copa América de Futsal disputada na Argentina.
BF – Ano que vem, teremos o Mundial de Futsal na Tailândia. Você trabalha com um grupo de 25 mundialistas, ou seja, cinco jogadores por posição. Vai haver muita dificuldade para definir os 14 convocados na lista final para o Mundial? MS – Com certeza. Não tem como não ser injusto numa convocação para o Campeonato Mundial, diante de tantas opções de qualidade. Vamos procurar fazer uma equipe mais adequada, que funcione como equipe. Assim teremos mais possibilidades de fazer uma grande participação.
BF – Quanto tempo você terá, antes do Mundial, para preparar a Seleção com todos os jogadores à disposição, uma vez que muitos atuam foram do país? E o tempo de preparação será suficiente? MS – Esse é um grande problema, pois poucas vezes podemos reunir a Seleção absoluta. Algumas vezes montamos a Seleção apenas com jogadores que atuam no Brasil, outras com os que estão na Europa. Para o Mundial teremos 15 dias à disposição para preparar o elenco e montar a equipe. E teremos ainda outros cinco dias para preparar a Seleção para a disputa das Eliminatórias, que acontecem em abril e com boa possibilidade de serem realizadas no Rio Grande do Sul.
BF – A Espanha é o principal adversário do Brasil na atualidade. Por que nossa Seleção tem tanta dificuldade diante dos espanhóis? É a qualidade deles? É o estilo de jogo deles? Ou ambos? MS – Além dos espanhóis terem muita qualidade, contra o Brasil eles se transformam. A Espanha tem um jogo de conjunto muito forte, são pacientes na defesa e costumam jogar nos nossos erros. Este conjunto de fatores que acaba nos dificultando. Só para se ter uma idéia, nos últimos dez jogos entre Brasil e Espanha, tirando os empates, não ocorreu nenhuma vitória com mais de um gol de diferença.
BF – Além da Espanha, que outras seleções estarão fortes para a disputa do Mundial? MS – Tenho que acrescentar a Rússia. No momento Brasil, Espanha e Rússia são as principais seleções de futsal do mundo. Mas não posso deixar de citar outras forças, como Portugal, Itália, Argentina e Irã. O Irã, por exemplo, no último Mundial perdeu apenas uma partida, de 1x0 para o Brasil, e não se classificou por causa do saldo de gols. E os iranianos estão investindo muito, levando técnicos e jogadores e organizando o esporte lá.
BF – Ainda sobre a Seleção da Espanha. Falcão não tem conseguido realizar bons jogos quando enfrenta os ibéricos. A que se deve isso? Eles conseguem fazer uma marcação mais eficiente em cima do nosso principal jogador, em relação aos demais selecionados? MS – Eles não se transformam apenas quando enfrentam o Brasil. Eles se transformam quando enfrentam o Falcão. No último Grand Prix, o goleiro deles declarou que iria morrer, mas não tomaria o gol de número 300 do Falcão. Eles inclusive acreditam que na Espanha Falcão não faria tanto sucesso como faz no Brasil.
 Sorato proferiu palestra a alunos da Escolinha de Futsal La Salle
BF – Atualmente o futsal brasileiro, em se tratando de Seleção e de Liga Futsal, vai muito bem. Mas regionalmente existem alguns problemas sérios. O Rio de Janeiro, que já foi base da Seleção, e o Rio Grande do Sul, que já teve o melhor futsal do país, estão com poucas equipes de ponta e com campeonatos estaduais fragilizados. E o Nordeste, que sempre é muito forte na Taça Brasil, não consegue participar da Liga. A que se deve isso? MS – As Federações precisam obrigar e apoiar os clubes a manterem categorias de base. Não existe futsal sem um bom trabalho na base. A Itália tem 12 jogadores brasileiros naturalizados, simplesmente porque não tem trabalho na base. Aqui no Rio Grande do Sul, agora com o Dárcio no comando da Federação, existe a possibilidade de Grêmio e Inter voltarem a disputar o Estadual de Futsal e isso pode dar um novo impulso ao futsal gaúcho. Tem ainda a ACBF, que é muito forte. Mas só isso não basta. É preciso potencializar a base e as Federações, de um modo geral, precisam investir mais neste segmento.
BF – A exportação de jogadores, que vão embora cada vez mais jovens, atrapalha o desenvolvimento do futsal brasileiro? MS – Com certeza. Muitos vão jogar no exterior sem terem acabado a sua formação. Vão jogar lá fora, muito jovens, com a responsabilidade de ter que decidir partidas. No Brasil há o melhor trabalho de formação de jogadores de futsal no mundo. Por exemplo, é um grande mito que a Espanha é muito forte na parte tática e que no Brasil a força está na parte técnica. Os espanhóis têm conjunto, mas o Brasil tem talento. A Espanha chegou aonde chegou por causa dos brasileiros que foram para lá, tanto jogadores como técnicos. Quando cheguei na Espanha, os treinos eram apenas à noite. Com a profissionalização e com os investimentos, eles começaram a montar boas seleções e colher os frutos deste trabalho.
BF – Ano que vem, após o Mundial, quais os planos profissionais? Depende do resultado obtido na Tailândia a seqüência do trabalho na Seleção ou você já tem outros projetos encaminhados? MS – Todo técnico de Seleção vive de resultados e comigo não é diferente. Eu vivo cada campeonato, cada disputa. Tenho propostas para trabalhar em outras seleções, mas quero completar o meu ciclo na Seleção Brasileira. E enquanto os resultados estiverem acontecendo, a minha idéia é permanecer à frente do comando técnico do Brasil.
BF – O futsal forma muito jogadores, inclusive para o futebol de campo. E as escolinhas desempenham um papel muito importante neste processo de formação, não é mesmo? MS – Como já ressaltei antes, é fundamental um bom trabalho na base, inclusive o oferecido pelas escolinhas, onde a criança tem o primeiro contato com o esporte. Fiquei sabendo que Cerro Largo não tem mais equipe disputando o Campeonato Estadual. Mas este trabalho que está sendo feito nas categorias sub-17 e sub-20 é o ideal, formando atletas para servirem de base a uma possível reativação da equipe adulta.
BF – Você mantém projetos relacionados com a formação de jogadores? MS – Comecei a trabalhar com escolinhas particulares e no momento mantenho um projeto social em Criciúma e cidades próximas. Também estou trabalhando num projeto de franquias, onde pretendemos oferecer material aos alunos e aliar o esporte com a educação, inclusive premiando a dedicação deles com bolsas de estudos, viagens e materiais esportivos. Quero passar coisas úteis, não só aos alunos como também às famílias, procurando oferecer as mesmas condições que tenho à disposição na Seleção aos alunos do projeto, como atendimento psicológico, por exemplo.
BF – Para finalizar, fale sobre a parceria com a Escolinha de Futsal La Salle. MS – Estamos montando esta parceria com o Ricardo, a fim de proporcionar um intercâmbio na formação de jogadores.
Sigam o blogueiro no Twitter: @luishfranqui
Escrito por omem_cabio às 13h45
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Procura-se
By Cristiano Junkherr

Escrito por omem_cabio às 22h17
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Os sete erros de Paulo Odone
Foto: www.gremio.net

Como é o regime Presidencialista que impera na política gremista, é natural que caiba ao Presidente do imortal tricolor a maior parte da culpa pelo fracasso que o time está obtendo na temporada de 2011. Um ano que já está perdido e que poderá ficar ainda pior, caso aconteça o rebaixamento para a Série B de 2012.
São muitos os erros do presidente Paulo Odone (foto). Um deles é se achar maior do que realmente é. Na minha modesta opinião Odone não passa de um Presidente mediano, mas com bons serviços prestados ao clube. Para incluir seu nome como um dos maiores dirigentes da história é preciso conquistar títulos. E títulos importantes. O que ele ganhou como Presidente? Uma Copa do Brasil apenas. A Série B não conta, pois houve muito mais sorte do que juízo na famosa "Batalha dos Aflitos", além de nada acrescentar no currículo de um grande clube como o Grêmio.
O maior erro de 2011 foi a novela “Ronaldinho Gaúcho”. Além de ter sido um mico histórico, quando literalmente o clube passou vexame internacional, a dedicação exclusiva a este projeto, fracassado, acabou levando o tricolor a novo erro. E um erro fatal.
Refiro-me ao atacante Jonas. O Presidente dedicou-se tanto a trazer Ronaldinho, que descuidou da renovação do contrato do melhor atacante gremista dos últimos tempos. O final da história vocês todos conhecem. Jonas foi embora, praticamente de graça (parece ser uma prática gremista entregar bons jogadores por uns trocados), e o time azul-preto-e-branco tem hoje o pior ataque do Campeonato Brasileiro.
Outra coisa foi a mudança na preparação física. Ano passado, com Anderson Paixão, o tricolor voava em campo. Veio o novo preparador e o que se viu foi uma série espantosa de lesões musculares. Todo mundo desconfiava da causa, mas a direção tricolor insistia em não ver o problema. A confirmação deste equívoco foi a contratação emergencial de Paulo Paixão, que terá pouco tempo para colocar o plantel novamente em boas condições físicas.
Outra falha da direção é insistir na permanência do meia Douglas. Que ele é um bom jogador, de qualidade técnica apurada, ninguém duvida. Agora, parece claro que ele não está satisfeito em jogar pelo tricolor. E isso está contribuindo para o fracasso do meio campo. Só isso explica a queda de rendimento deste atleta, em relação ao que ele apresentou ano passado. Quando um jogador não está a fim, o melhor é negociá-lo.
Julinho Camargo foi mais uma aposta equivocada. Foi o típico caso da pessoa certa na hora errada. Apostar num jovem treinador, vivendo a primeira experiência como técnico de um grande clube, é algo para ser feito no começo da temporada, e não no meio da “fogueira” que o Grêmio vive no Brasileirão.
Por fim, o maior de todos os erros de Paulo Odone. A contratação de Celso Roth. Trazer este técnico já deixa comprometida a temporada de 2012. Vamos supor que tudo dê certo e que Roth livre a equipe do rebaixamento. Certamente ele terá o seu contrato renovado. Então, em 2012, Roth no máximo conquistará o Gauchão para, logo em seguida, ser demitido em meio à Copa do Brasil ou do Brasileirão, reiniciando a busca por outro treinador. Se não ganhar o título gaúcho, significa que será demitido em meio à competição estadual e, mais uma vez, o vai-e-vem de técnicos comprometerá a temporada. Como sei disso? Basta olhar o histórico dele nas últimas passagens pelo Grêmio e por outras equipes de ponta. Celso Roth pode até ser um bom profissional, mas tem prazo de validade muito curto e poucas conquistas expressivas no currículo (a Libertadores do ano passado não conta, pois grande parte do mérito cabe ao técnico uruguaio Jorge Fossati).
E nem preciso explicar a extensão da tragédia, caso Celso Roth não livre o Grêmio de uma nova queda à Série B. Então o negócio é o seguinte. Se correr o bicho pega, se ficar pega também.
Como já afirmei anteriormente, 2011 é um ano perdido para o Grêmio. Mais um. Já faz 10 anos que o tricolor não ganha nada de significativo. E isso é muito para um clube com a história e a grandeza do Grêmio. Sem falar que a torcida já está cansada com esta situação. Meu receio é que o tricolor vire um Galo mineiro (com todo o respeito à nação atleticana). Um clube grande, com história, com uma torcida enorme e fantástica, mas muito endividado, sempre contratando jogadores a peso de ouro e se limitando, ano após ano, a brigar pelo título estadual.
Ta na hora de mudar, de verdade, a estrutura política do Grêmio. Os conselheiros poderiam começar com uma reforma no Estatuto Social do clube, aumentando a participação do associado no processo eleitoral. E também incluir uma cláusula impedindo que políticos com mandato eletivo ocupem cargos executivos na administração do clube. No caso específico de Paulo Odone, entendo não haver tempo suficiente para acumular a função de Deputado Estadual e Presidente. Vamos pensar nisso!
Escrito por omem_cabio às 09h12
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Homenagens póstumas
 O pivô potiguar jogou na Seleção e em grandes equipes do Brasil e da Rússia
No último final de semana as partidas oficiais de futsal, no Rio Grande do Sul, prestaram uma homenagem póstuma ao jogador Messinho, com um minuto de silêncio. Homenagens que devem seguir durante a semana, acredito eu, nas partidas da Liga Nacional.
Emerson Rodrigues Rocha, 38 anos, morreu na noite de sábado, 30, numa partida da Série Prata do Campeonato Gaúcho de Futsal, em Guaporé, na Serra gaúcha, partida esta que acabou nem acontecendo.
O pivô da Associação Desportiva Vale do Sol (ADVF) teve um mal súbito durante o aquecimento para o jogo contra a AGE, de Guaporé. Ele foi atendido ainda dentro da quadra, foi levado ao Hospital Manoel Francisco Guerreiro, mas não resistiu. A causa provável da morte é um infarto, informação ainda não confirmada oficialmente.
Em 1999 e 2001, Messinho foi goleador da Série Ouro do Campeonato Gaúcho de Futsal, marcando 35 e 29 gols, respectivamente. Natural de Macau, no Rio Grande do Norte, ele fez carreira no Rio Grande do Sul ao jogar na ACBF, UCS, UPF, Atlântico de Erechim e Ulbra, além de ter atuado também no Dínamo e no Spartak Moscow, ambos da Rússia, onde sagrou-se campeão da Superliga russa.
Messinho também jogou pela Seleção Brasileira onde conquistou, entre outros títulos, a Copa América de Futsal de 2002.
O corpo de Messinho foi velado em Guaporé, cidade onde residia com a esposa e filhos, causando muita comoção na cidade e no salonismo gaúcho. Inúmeros profissionais do futsal rio-grandense, entre jogadores, técnicos, dirigentes e amigos foram se despedir. Hoje, por volta do meio-dia, seu corpo deve ser transladado para o Rio Grande do Norte, para ser sepultado na terra natal.
Escrito por omem_cabio às 08h29
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Estilo é com eles!
Todo mundo sabe que futebol e moda, ultimamente, são assuntos que têm muito em comum. A boleirada sempre está tentando andar nos conformes, muitas vezes fazendo "moda" (mesmo que, geralmente, de gosto duvidoso).
Também sabemos que alguns técnicos de futebol gostam de caprichar no visual. Estão aí Vanderlei Luxemburgo, Paulo Roberto Falcão e Dunga, este último com o auxílio da filha estilista, que não me deixam mentir.
Mas, em se tratando de vestir-se bem, ninguém "supera" os atuais comandantes da dupla GreNal, Julinho Camargo (Grêmio) e o interino Osmar Loss (Internacional).
O técnico colorado, no recente Torneio de Munique, fez uma apresentação pública impecável na entrevista coletiva para cerca de 300 jornalistas. Enquanto Massimiliano Allegri (Milan), Jupp Heynckes (Bayern) e o representante do Barcelona (Guardiola não pode comparecer) estavam visivelmente "mal vestidos e desconfortáveis", em seus apertados ternos de grife e sufocados em suas gravatas de seda, Osmar Loss representou muito bem a nação colorada, trajando camisa pólo, jeans e tênis.
 Osmar Loss (D) destacou-se ou não na entrevista coletiva?
Mas quem tem se superado é o comandante tricolor. Nos dias frios Julinho Camargo esbanja "estilo" com seu indefectível jaquetão 3/4. Alguém mais desavisado pode achar que a vestimenta é um pouco grande (ou seria o treinador um pouco pequeno?), mas isso é apenas mero detalhe. Depois que ele começou a trabalhar no Olímpico, os telefones da fornecedora de material esportivo do tricolor não pararam mais de tocar. Todo mundo querendo saber: "Onde compro um jaquetão daqueles do Julinho? Daqueles bem grandões, quase pela canela?"
 O jaquetão do Julinho até parece grande... Mas não é...
Claro que o fato dos treinadores da dupla terem "estilo" não lhes garante vida fácil no meio futebolístico. Os resultados é que dirão se eles terão ou não uma longa carreira no meio...
Escrito por omem_cabio às 09h23
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Para rir um pouco!
Algumas imagens falam mais do que mil palavras, já dizia aquele famoso e batido clichê. Pois é! As imagens a seguir mostram que nós, Homens, não somos de ferro...

Escrito por omem_cabio às 10h07
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O caldeirão voltou!
Por Genaro Caetano
 Pivô Diógenes (13) comemora o segundo dos seus três gols marcados diante da ASSAF
A Associação Grande São Luiz (AGSL) não decepcionou a torcida são-luizense neste sábado, 18 de junho, na noite de reinauguração do Ginásio Municipal João Belchior Loureiro, também conhecido como "Caldeirão Missioneiro", vencendo a ASSAF, de Santa Cruz do Sul, por 4 a 2, pelo primeiro jogo das quartas de final da Série Ouro do Campeonato Gaúcho de Futsal.
Carlos André abriu o placar logo nos primeiros segundos do jogo, para depois Diógenes marcar mais três gols para os anfitriões. Teves e Vinícius descontaram para o time visitante.
Festa na reinauguração O jogo de ontem foi especial em diversos aspectos: além de ser a partida de ida pelas quartas de final do Campeonato Gaúcho, era a noite na qual a AGSL voltava à sua casa, o "Caldeirão Missioneiro", diante da torcida que compareceu em peso para assistir ao jogo. A reinauguração começou logo às 18h30min, com jogo amistoso entre equipe da Prefeitura de São Luiz Gonzaga e funcionários da RBS TV (a partida terminou em 5 a 5).
Ainda antes da bola rolar para AGSL x ASSAF, após o amistoso houve apresentação da Banda da URI e ato solene com autoridades do Município, Estado e convidados especiais, como as sobrinhas de João Belchior Loureiro (ex-prefeito de São Luiz Gonzaga cujo nome batiza o ginásio), Neuza Loureiro e Maria Elisa Loureiro Lopes. Terminada a solenidade, faltava fazer o mais difícil para que a festa dos são-luizenses fosse completa: vencer a ASSAF. E foi isso que acabou ocorrendo.
Reportagem completa em www.agslfutsal.com.br
Escrito por omem_cabio às 11h47
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ACBF é tricampeã da Taça Libertadores
A Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF) é tricampeã da Copa Libertadores da América de Futsal – Zona Sul. Atuando na cidade de Encarnación, Paraguai, o time laranja venceu os anfitriões do Atlético Paranaense, pelo placar de 4x1, credenciando-se para disputar o título da Copa América, com o vencedor da Zona Norte.
Diante do ginásio Polideportivo Municipal completamente lotado, o time laranja enfrentou um adversário qualificado, que saiu na frente em busca do título, na noite desta quarta-feira, 1º de junho. Logo aos 4min, Sallas abriu o marcador após cobrança de pênalti para os donos da casa.
A reação da ACBF veio com o fixo Rodrigo, que marcou após cobrança de falta ensaiada. Ainda na etapa inicial, Leandrinho chutou da intermediária para virar o placar em um chute forte, sem chances de defesa.
Após o intervalo, Marcênio aumentou a vantagem , ao aproveitar o rebote do goleiro do Atlético Paranaense, aos 3min. No finalzinho, Thiaguinho fechou a contagem de gols ao empurrar a bola para as redes. Placar final: ACBF 4x1 Atlético Paranaense.
Com o resultado, a ACBF chega ao seu terceiro título da Copa Libertadores da América de Futsal –Zona Sul, conquistando a vaga para o disputa da Copa América, com adversário e data à definir.
Na temporada 2011, a ACBF conquista seu segundo título, somando à conquista inédita da Superliga de Futsal, no mês de março. Além disso, o time laranja esteve na final do Mundial de Clubes FIFA, na Espanha, conquistando o vice-campeonato.
Confira abaixo a Campanha da ACBF – Tricampeã da Copa Libertadores da América:
1ª Fase 27/05 – 18h30min – ACBF 4x0 Kimberley (ARG) 28/05 – 17h – Nacional (URU) 0x3 ACBF 29/05 – 20h30min - A.Paranaense (PAR) 1x4 ACBF Semifinais 31/05 – 20h30min – ACBF 3x0 Boca Juniors (ARG) Final 01/06 – 22h30min – ACBF 4x1 Atlético Paranaense (PAR)
Escrito por omem_cabio às 02h05
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Gaúcho enlouquece narrador italiano
O gaúcho Marcel Simon, jogador de futsal do Palestrina (equipe da Série B do futsal italiano), fez um golaço neste fim de semana pelo campeonato nacional daquele país.
Foi um gol de bicicleta e quase sem ângulo.
Marcel jogou no Guarany (Espumoso), Ipiranga (Frederico Westphalen), Bom Gosto (Tapejara) e Atlântico (Erechim). Está na Itália desde 2005. Por lá, já vestiu a camisa do Marceanise, Bichelli e Roma.
Confira o gol e a narração enlouquecida.
http://www.youtube.com/watch?v=-ZuTCwqMG7s
Escrito por omem_cabio às 15h09
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A utopia GreNal e o futsal gaúcho Foto: Blog do Azevedo
 Que a força da dupla GreNal, em se tratando de mídia e de mobilização de torcedores, é uma “mina de ouro”, qualquer pessoa sabe. E que a presença de equipes da dupla no Campeonato Estadual impulsionaria o salonismo gaúcho, idem. Acontece que não podemos ficar, eternamente, esperando que Grêmio e Internacional reativem seus Departamentos de Futsal para que ocorra uma efetiva retomada do nosso esporte. Isso não passa de utopia. O Inter, que teve a mais recente e vitoriosa experiência no esporte, até que poderia voltar às disputas oficiais. Mas quanto ao Grêmio, quem acompanha o noticiário esportivo sabe que isto é algo fora de cogitação. As últimas diretorias, reiteradamente, têm afirmado que a prioridade de investimento é no futebol e no projeto da Arena. Há poucos dias, aliás, anunciou-se uma iniciativa de marketing tricolor na Fórmula Truck. Com um detalhe muito importante, sem nenhum aporte financeiro do clube. É preciso destacar que muita coisa já mudou, para melhor, após a mudança no comando da FGFS. Mas confesso que esperava mais. Ainda não consigo acreditar que foi montado um “projeto” para o campeonato da Série Ouro baseado na “possibilidade” de um patrocínio que dependia da presença de equipes da dupla GreNal. Me perdoem, mas foi muita ingenuidade dos dirigentes acreditarem em tal probabilidade. A crise financeira que atinge os clubes, principalmente os de menor estrutura, tem vários aspectos. Podemos elencar vários, menos o desaquecimento da economia. Tanto a economia brasileira como a gaúcha atravessam bom momento. Nós do Sul, que dependemos da produção agropecuária, também não podemos nos queixar deste setor. Então, qual o motivo para tanta dificuldade em encontrar patrocinadores dispostos a investir no nosso esporte? Para mim é uma questão básica. Falta divulgação ao futsal gaúcho. Ponto. Este ano as equipes irão receber R$ 6 mil de direitos televisivos. Para quem nunca viu a cor desta verba já foi um avanço, sem dúvida alguma. Mas a questão central, na minha opinião, não é essa.
A questão é que a empresa que adquire os direitos televisivos o faz por um único motivo. Possuir a exclusividade e, com isso, impedir que outras empresas de comunicação possam atuar no setor.
O que adianta receber R$ 6 mil por temporada e não ver o nome da equipe (com os patrocinadores) devidamente divulgados? Na maioria das vezes, a referida empresa de comunicação divulga apenas o nome do clube ou até mesmo da cidade, o que em nada ajuda os dirigentes na busca por mais investimentos. Eu prefiro um campeonato em que os clubes nada recebam pelos direitos televisivos, mas que no contrato existam cláusulas prevendo a transmissão mínima de jogos em TV aberta, e via cabo, para cada equipe. Mais. Que a empresa detentora dos direitos fique obrigada, via contrato, a divulgar o nome do clube com o patrocinador principal em todos os programas de televisão e rádio, igualmente nas mídias impressas (jornais) e eletrônicas (internet). Isso sim facilitaria a vida dos clubes. Que poderiam vender seu produto com a certeza que ele teria a devida exposição midiática. Do jeito que está, em que apenas as partidas finais da Série Ouro são transmitidas ao vivo na televisão aberta, em que pouquíssimos jogos são transmitidos na televisão a cabo e que os verdadeiros “nomes” das equipes são sonegados no noticiário esportivo, cada vez menos empresas farão investimentos no futsal gaúcho. Vamos pensar e debater esta questão!
Escrito por omem_cabio às 09h17
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Manoel Tobias... Este é o cara!
Domingo, 1º, ao assistir mais um amistoso da Seleção Brasileira de futsal, que enfrentou a ‘poderosa’ equipe ucraniana, tive o prazer de acompanhar os comentários do craque Manoel Tobias que, para mim, foi o melhor jogador brasileiro de todos os tempos.
Mas e o Falcão? Olha, trata-se de um jogador diferenciado, craque mesmo. Possui um poder de criação fora do comum e capaz que fazer jogadas individuais muitas vezes inimagináveis. Acontece que o Falcão tem toda uma mídia em cima dele, que muitos ídolos do futebol de campo não têm. Vejam o próprio jogo com a Ucrânia. Teve uma atuação apática, errou uma penalidade e não marcou gol. O fixo Neto, por sua vez, marcou dois bonitos gols. Ao final da partida, adivinhem quem foi o único entrevistado pela televisão do ‘plim-plim’?
Mas, e os 302 gols que ele marcou pela Seleção? Ora, Falcão fez toda sua carreira no futsal brasileiro, ao contrário da maioria dos grandes jogadores brasileiros que vão atuar na Europa. E como nos últimos anos a Seleção tem jogado uma quantidade incrível de amistosos e disputado inúmeras competições, a maioria do estilo ‘caça-níquel’ e sempre em território tupiniquim, é evidente que ele teve mais chances de marcar estas três centenas de gols vestindo a camisa canarinho. Quem, com a qualidade dele, não cansaria de fazer gols em ‘timaços’ como a Costa Rica, a Venezuela, a Bolívia e outras ‘potências’ do futsal latino-americano?
Manoel Tobias, além de gênio da bola, foi muito mais completo. Ajudou a Seleção Brasileira a ganhar duas Copas do Mundo e, principalmente, a manter o Brasil como a principal seleção do futsal mundial em sua época. E sempre confirmando essa hegemonia com títulos, independente dos adversários. E nem vou falar dos clubes por onde passou, sempre empilhando conquistas.
Vamos ser sinceros. Qual a melhor e mais competitiva Seleção da atualidade? A Espanha. Nas últimas três Copas do Mundo, venceu duas e só perdeu a última porque a disputa foi no Brasil e, ainda assim, caiu nas penalidades.
Então vamos analisar o desempenho de Falcão na conquista do seu único título mundial pela nossa Seleção. Enquanto jogávamos com seleções ‘menores’, ele foi fazendo o seu ‘show’ particular. Quando chegou a decisão, com os espanhóis, fez uma partida irregular, saiu lesionado (alguns mais corneteiros inclusive sugerem que ele teria ‘amarelado’) e nem participou da cobrança das penalidades, onde nossa estrela maior foi o goleiro Franklin. Sem falar no fiasco que protagonizou ao final da partida, quando fez diversas provocações aos adversários, constrangendo inclusive alguns colegas que atuavam no futsal espanhol.
Mais uma. Com o timaço que a Malwee/Jaraguá montou e manteve durante dez temporadas, Falcão jamais conquistou o título mundial interclubes, sempre perdendo para os espanhóis.
Respondam rápido. Quando ele foi decisivo numa vitória diante dos espanhóis? Quando foi a última vez que Falcão marcou um gol contra os ibéricos?
Outra. O Brasil tinha sido campeão de cinco edições seguidas do ‘importante’ Grand Prix de Futsal. Na primeira vez que a Espanha participou da competição, em Anápolis (Goiás), levou o título com uma vitória de 2x1. E onde estava o Falcão para decidir em nosso favor? Tentando ajudar a Seleção ou mais preocupado em marcar o gol de número 300?
Sem nenhuma dúvida, Falcão é o melhor jogador de futsal da atualidade. Mas seu estilo individualista impede que o Brasil tenha a seleção mais completa e, por conseqüência, mais vitoriosa.
Falcão pode até ser gênio. Mas Manoel Tobias, este sim, é o cara!
(Por Luis Henrique Franqui)
Escrito por omem_cabio às 16h53
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